anne & lis (1)

se eu paro agora, deixando-te em vácuo-só, notarás minha ausência? compadecerás? e as palavras, se esvaziarão ou se tornarão teus tormentos? pois saibas que nada de ti espero. esperas algo de mim? que me abra, ou seja límpida, vulgar? tua puta atriz vaidades? pois refugio-me solene, notória realidade, em dialeto cromático, desejo hilstiano. e se me formo incompreensível, és tu o culpado. tua mórula face introjeta-me resíduos, escarros, volátil gosma dos seres vazios, lascivantes, assassinos.
escavarás meu corpo em busca de minha verdade. não pares quando entranhas e sangues jorrarem em teu peito e não souberes onde te encontras. teu chão sou eu, só em mim deves pisar. chute-me até que grite, a piedade não existe. e se eu não rosnar o que desejas, chute-me novamente, ei de ser tua. pois ate minhas mãos, enjaule-me em tua mente, rasgue minha pele, e foda-me, como fodes o mundo.

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